A paródia da marca

Vendo o último filme publicitário do Meo com a parelha dos Gato Fedorento eis que nos surge a peça que faltava: a criatividade e genialidade dos 4 argumentistas de superior intelecto goza com a inaptidão e insegurança dos gestores e decisores da marca que lhes contrata!

Que outra justificação poderá ser prestada para enquadrar a estratégia de comunicação da Meo com este novo anúncio? Se já não bastava apostarem numa abordagem de humor segmentada por lugares comuns que apenas uma elite de nerds entende e responde acresce o facto de saírem do quadrado com uma anúncio para portugueses que aposta na narração em inglês (de génio!).

Pois bem, neste último anúncio, se por um lado concluímos que a empresa vai continuar a apostar nesta via de comunicar – salve-se a coerência -, por outro descobrimos os códigos que os 4 humoristas deixam no seu próprio pequeno show e que dão as pistas para entender o que é afinal a sua intenção!

Não repararam? Então nós damos uma ajuda. Primeiro este filme é carregado no youtube com o título “Reportagem Marcas Estranhas em Canal Caveira”. Sim, É uma reportagem sobre marcas estranhas. Neste caso é a marca Meo! No filme, justifica-se a necessidade de explicar a queda ou o crash! Pois bem, das vendas, ou baixo ROI, só pode, pois o investimento neste anúncio que disserta sobre satélites, macacos e batatas à roda nada terá de interesse para todo o canal de vendas e após-venda existente na Meo, e onde, no mundo real a marca é vivida com a necessidade de vencer a concorrência. Sim, concorrência, que por sinal é aguerrida e pouco dada a devaneios por longas histórias que não levam a lado nenhum.

Ora, se para uns será uma campanha bem divertida e aceite, para a minha avô, que não conhece este sr. Norman, é apenas um ruído de fundo que lhe aborrece no intervalo da novela. Mas esta perspectiva por via das vendas será uma abordagem diferente de analisar a gestão de marketing da Meo e que não passa pela notoriedade elevada que parece ser a que atualmente move a marca.

Bem, mas porque muitos gestores ainda apostam na gestão por impulso e por decisões empíricas, não há realidade mais reveladora para lhes apresentar do que o número de gostos e não gostos, para além das críticas que surgiram em resposta a mais uma campanha publicitária milionária.

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