Portugueses têm intenção de aumentar consumo de produtos nacionais para proteger o emprego e consideram que os portugueses caminham para a pobreza

Estudo realizado pelo IPAM (Maio e Junho de 2012) revela que os portugueses consomem cada vez mais produtos “Made in Portugal”, preferencialmente dos sectores alimentar, destacando a alta qualidade dos mesmos e o design, este sobretudo associado ao calçado, vestuário e acessórios, assim como artigos para o lar, emboram reconheçam que por vezes são mais caros (68%).

Corredor de Supermercado - Compre português

74,9% dos inquiridos defendem que comprar produtos fabricado noutros países coloca os portugueses no desemprego, sendo categóricos ao afirmar os produtos nacionais “hoje e sempre” ( 82,6%), de modo a “manter Portugal a trabalhar” (89,7%). Todavia não são apologistas da criação de entraves legais às importações (59,1%).

Mais de metade dos portugueses vai aumentar as suas compras “Made in Portugal” (57,5%), apesar de considerarem que estamos “a caminhar para a pobreza” (79,2%). 50% dos inquiridos discorda que os portugueses estejam disponíveis a “fazer sacrifícios pelo país” (50%).

O contexto económico de Portugal, na sequência do pedido de assistência financeira externa, feito em Abril de 2011, as preocupações face à situação das finanças públicas e à sua repercussão nos sistemas bancários, assim como as consequências económicas, que uma crise de dívida pública podem gerar na zona Euro, apresentaram-se como uma oportunidade única para o IPAM avaliar o consumo “Made in Portugal” e compreender se esta atitude pode constituir uma forma de proteger o seu país da crise económica em geral e do desemprego em particular.

Conheça o estudo em detalhe aqui

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One response to “Portugueses têm intenção de aumentar consumo de produtos nacionais para proteger o emprego e consideram que os portugueses caminham para a pobreza

  1. O grande problema de comprar “Made in Portugal” é que isso só se consegue quando se compra directamente aos produtores, nomeadamente, agrícolas e/ou pecuários.
    Como penso ser do conhecimento generalizado, as grandes superfícies, nomeadamente do sector alimentar, pingo doce, continente, tem nos seus produtos maioritariamente produtos “Made in EU”, como pode ser confirmado através da leitura dos rótulos. Ou até alguns nem tem denominação de origem, indicando apenas o grossista que os coloca em Portugal.
    E falo destas grandes cadeias de supermercados/hipermercados, pois em 1º lugar são das empresas que mais vendem em Portugal, e em 2º lugar, não só no sector alimentar, mas também de brinquedos, roupas, e o mais variado tipo de produtos, desde beleza até ao sector automóvel.
    E como mencionei inicialmente para ter certeza do “Made in Portugal” a única garantia de o fazer é comprar directamente aos produtores. Referi também os sectores agrícolas e pecuários. E isto porque, como penso que também é do conhecimento generalizado, todas as outras empresas/industrias acabam por importar quase toda a sua totalidade de matérias primas. Veja-se por exemplo o sector dos têxteis. Portugal não é auto-suficiente nesta área, temos alguma produção de lã, linho, e pouco mais. E mesmo estas estão decadentes. Sendo que o grosso do(s) tecido(s) é importado. O sector do papel, apesar de termos grande quantidades de zonas florestais, e grandes empresas na área da produção do papel, como a Portucel, grande parte da matéria prima, a pasta de papel, tem também que ser importada, para fazer face ao volume de vendas desta empresa.
    E quase todos os sectores do tecido industrial português funcionam nesta base de Impor-Export. Salvo algumas raras excepções, como por exemplo as Corticeiras Amorim. Sendo que adquirem as matérias primas, maioritariamente, ao exterior, transformando-a em produtos finais. O que para mim acaba por não ser um verdadeiro “Made In Portugal”, pois a “fuga de capitais” acaba por ser enorme.
    Explicando-me. A cadeia a montante, não é garantida em Portugal. Ao não ser garantida em Portugal, implica que muito do capital investido pelos industriais nacionais irá acabar em mãos estrangeiras.
    O que no caso do sector agrícola e/ou pecuário, apesar de não sermos também auto-suficientes nessas áreas para os níveis de consumo em Portugal, acaba por garantir que todo o processo, a montante e a jusante, do produto seja nestas situação efectivamente 100% nacional. Ou seja, a totalidade da riqueza produzida nestes casos fica efectivamente em Portugal na totalidade da cadeia produtiva, distributiva e de consumo. Se bem que se tivermos a falar focando na realidade a 100%, nomeadamente de grandes explorações agro-pecuárias, também grande parte das maquinarias e rações, infelizmente são adquiridas externamente pois, infelizmente, Portugal também não é auto-suficiente nestas áreas.

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